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Histórias do Mar

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Sozinha no meio do mar: uma incrível história real chega às telas

Jorge de Souza

10/08/2018 08h16

O que você faria se, de repente, descobrisse que havia se tornado o único ocupante de um barco avariado, no meio do oceano, sem saber nem ter como pilotá-lo?

Pois o diretor islandês Baltasar Kormákur (de Evereste e Sobrevivente) fez desta história real, ocorrida 35 anos atrás, um filme que deve agradar tanto aos apreciadores de tensas tragédias quanto de emocionantes histórias românticas.

Vidas à Deriva ("Adrift", no título original), que estreou ontem nos cinemas brasileiros, com Shailene Woodley (de Divergentes) e Sam Claflin (de Como Eu Era Antes de Você) nos papéis principais (na verdade, praticamente os únicos, porque a história gira em torno apenas deles dois), é uma sensibilizante mistura de drama e romance. Uma história de amor que se tornou um pesadelo horripilante, depois que uma tempestade de proporções avassaladoras pôs tudo a perder. E o mais impactante: é uma história real, embora contada com certa licença criativa no filme.

O filme conta a história da jovem americana Tami Ashcraft, ainda viva e que participou ativamente das filmagens, e seu namorado, Richard Sharp. Em outubro de 1983, eles aceitaram a proposta de levar um veleiro do Taití a San Diego, mas foram colhidos por um furacão no meio da travessia (clique aqui para ler esta impressionante história completa).

Com a tempestade (as cenas da tormenta são de causar vertigens e pavor), o barco virou e, quando Tami voltou a si, descobriu que o mar havia levado o seu namorado. Ela, então, se viu sozinha, dentro de um barco danificado e sem saber bem como pilotá-lo. Mas, contrariando todas as probabilidades, sobreviveu, graças, segundo ela, a uma "voz interior", que passou a lhe dizer o que fazer.

Tami jamais teve dúvidas de que se tratava do seu namorado, mandando instruções de onde quer que estivesse (no filme, isso é contado de uma forma bem mais interessante).

E, embora com desfecho conhecido (no passado, virou até livro, escrito pela própria Tami Ashcraft), promete prender a atenção até o fim, já que a forma escolhida pelo diretor para contar esta história extraordinária vai alternando passado e presente, de forma a não entediar com o lado romântico, nem gerar incômodo com a tensão gerada pelo acidente.

Tanto para os casais românticos quanto para os apaixonados por tensas façanhas é um bom programa para este fim de semana.

Fotos: Divulgação Adrift

Sobre o autor

Jorge de Souza é jornalista há quase 40 anos, ex-editor da revista “Náutica”, criador, entre outras, das revistas “Caminhos da Terra”, “Viagem e Turismo” e “Viaje Mais”, e autor dos livros “O Mundo É Um Barato” e “100 Lugares que Você Precisa Visitar Antes de Dizer que Conhece o Brasil”. Recentemente, lançou o site www.historiasdomar.com, que publica novas histórias náuticas verídicas todos os dias, fruto de intensas pesquisas.

Sobre o blog

Façanhas, aventuras, dramas e odisseias nos rios, lagos, mares e oceanos do planeta, em todos os tempos.